Qui, 11 de maio de 2017, 20:41

Bancas de Defesa e Qualificação na UFS
O CECH convida os estudantes para prestigiarem bancas de Defesa de Mestrado e Qualificação de Doutorado na área de Humanidades

Entre o final de maio e início de junho ocorrerão na Universidade Federal de Sergipe bancas de Defesa e Qualificação, realizadas pelos programas de pós-graduação da UFS. Valorizando a produção de conteúdo local, o CECH convida todos para prestigiarem as ações, a saber:

1. Programa de Pós-graduação em Educação (PPGED)

Banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO

DISCENTE: ALESSANDRA PEREIRA GOMES MACHADO
DATA: 06/06/2017
HORA: 09:00
LOCAL: a definir
TÍTULO: Fluência em leitura oral e proficiência em leitura na Prova Brasil de língua portuguesa
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Planejamento e Avaliação Educacional
ESPECIALIDADE: Planejamento Educacional
RESUMO:

A Prova Brasil de Língua Portuguesa avalia a proficiência em leitura de estudantes no final da primeira e segunda etapa (5º e 9º anos) do ensino fundamental. Enquanto avaliação de diagnóstico, a Prova Brasil apresenta problemas, pois, diferentemente da Provinha Brasil, os resultados são disponibilizados por escola e não por estudante e somente no ano letivo seguinte, não contribuindo para o aprimoramento do processo de ensino nas turmas em curso no ano letivo em que foi aplicada. Por outro lado, a aferição da fluência em leitura oral tem sido utilizada como estratégia para diagnóstico de estudantes em outras realidades, a qual tem apresentado resultados positivos de proficiência em leitura, em comparação aos resultados nacionais, nas avaliações em larga escala do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA). Considerando este cenário, o objetivo deste trabalho é verificar a correlação entre as Escalas de Proficiência em leitura da Prova Brasil e as dimensões da avaliação da fluência em leitura oral, a fim de contribuir com uma estratégia de avaliação da proficiência em leitura de estudantes dos anos finais (6º e 9º anos) do ensino fundamental, em que o professor seja copartícipe desse processo de avaliação e que possa contribuir para o aprimoramento do processo de ensino e aprendizagem. O percurso metodológico é de cunho experimental e consta da aplicação de um instrumento de resolução de itens baseado na Matriz de Referência e na Escala de Proficiência da Prova Brasil e da coleta de leitura oral baseada no método Curriculum-Based Measurement (CBM) para avaliação da fluência em leitura oral. A coleta de dados será realizada em duas escolas públicas de Sergipe, Colégio Estadual Ministro Petrônio Portela e Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe, no início do ano letivo de 2017, com estudantes dos anos finais (6º e 9º anos) do ensino fundamental. O Caderno de Itens de Língua Portuguesa é elaborado a partir das questões disponíveis no site das Devolutivas Pedagógicas (http://devolutivas.inep.gov.br). Os procedimentos de protocolo do método CBM para a avaliação da fluência em leitura oral constam de uma sessão de gravação de áudio e de vídeo da leitura oral de dois textos adequados à série/ano de formação dos sujeitos da pesquisa para análise de um minuto de leitura oral.

2. Programa de Pós-graduação em Antropologia (PPGA)

Banca de DEFESA de MESTRADO

DISCENTE: ALDJANE DE OLIVEIRA
DATA: 26/05/2017
HORA: 09:30
LOCAL: AUDITÓRIO DA DID II, PRÓXIMO A SECRETARIA DO PPGA.
TÍTULO: POVO WASSÚ COCAL: TERRA, RELIGIÕES E CONFLITOS
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Antropologia
RESUMO:

No presente trabalho apresento, inicialmente, uma retrospectiva da história do Povo Wassú Cocal, com uma análise à luz da Antropologia, para que assim o povo Wassú esteja situado dentro da etnologia e da história na sociedade brasileira.

Esta pesquisa tem como principal foco, buscar, analisar e compreender como se dá as relações e convívio entre os Wassú evangélicos e os Wassú católicos-Ouricuri, tendo em vista os ambientes e situações geradores de possíveis conflitos.

Tais conflitos que podem surgir no cotidiano do povo Wassú Cocal, geralmente sutis, silenciados ou expressados, tomo-os dessa forma a partir de opiniões, posicionamentos, convites ou exclusões nas atividades do dia a dia da comunidade, tendo como base as distintas religiões praticadas na mesma.

Não os tomo, os conflito, somente no sentido mais bruto da palavra, quando se chegaria a vias de fato, mas sua forma mais branda, o conflito simbólico. Considero como ambientes- conflitos principalmente predileções para participação de eventos fora das terras indígenas, disputas por cargos públicos e de liderança na própria comunidade ou fora dela, influencia de ideologias evangélicas dentro das escolas indígenas, assim como a prática ou a noção de cura entre Wassú evangélicos e Wassú praticantes do Ouricuri.

Numa tentativa de melhorar o desenvolvimento teórico e a escrita desta pesquisa, utilizo os termo Wassú evangélicos e Wassú católicos-ouricuri, este como categoria teórica para analisar o grupo de pessoas que se declara católico, mas que praticam Ouricuri, cumprem com as obrigações e que guardam os segredos dos rituais e crenças dos ancestrais.

Banca de DEFESA de MESTRADO

DISCENTE: ANA PAULA OLIVEIRA BARROS
DATA: 30/05/2017
HORA: 14:00
LOCAL: AUDITÓRIO DE GEOGRAFIA
TÍTULO: HOMENS E MULHERES PRODUTORES DE HQ: DISCURSOS SOBRE O CORPO E A SEXUALIDADE DA MULHER NA INDÚSTRIA CULTURAL
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Antropologia
RESUMO:

Podemos dizer que as histórias em quadrinhos fazem parte de um contexto histórico e social específico e são produzidas por sujeitos históricos situados, e assim colaboram com os valores que permeiam determinada sociedade. Por isso, devemos sempre fazer uma leitura crítica das HQs, analisando-as enquanto linguagem e levando sempre em consideração os discursos, sejam eles hegemônicos ou não, ali inerentes. Assim, sendo a HQ um dos principais produtos da Indústria Cultural e espaço privilegiado de comunicação não verbal, ela torna-se uma rica referência de construção da imagem da mulher, que muitas vezes acaba reificando o corpo e a sexualidade feminina com o intuito de satisfazer o gênero masculino. É importante também lembrar que as personagens femininas de quadrinhos foram durante muito tempo idealizadas por homens e para homens, de acordo com o seu discurso acerca do que é ser mulher, construindo seus corpos de acordo com expectativas masculinas. Desta forma, a pesquisa aqui proposta tem por interesse estudar os discursos relacionados ao corpo e a sexualidade feminina presente nas HQs. Para isso, primeiramente, o trabalho tratará do processo de construção do corpo da mulher como um objeto sexual e mercadológico por meio do olhar e do discurso masculino. Em seguida, levando em consideração que a HQ é um elemento da Indústria Cultural, esta será tratada como um dispositivo do “biopoder” para o controle da sexualidade e do corpo da mulher. E, por fim, haverá a análise dos discursos, principalmente os imagéticos, relacionados ao corpo e a sexualidade feminina, tanto os presentes nas HQs produzidas por homens quanto por mulheres.

3. Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião (PPGCR)

Banca de DEFESA de MESTRADO

DISCENTE: VINICIUS LIMA OLIVEIRA
DATA: 22/05/2017
HORA: 14:30
LOCAL: São Cristóvão
TÍTULO: A RELIGIOSIDADE EM UNIVERSITÁRIOS DA GERAÇÃO Y NA CRISE DA MODERNIDADE
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Teologia
SUBÁREA: Teologia Pastoral
RESUMO:

O problema que orientou o desenvolvimento desse trabalho foicompreender as particularidades da religiosidade em universitários membrosda geração Y, tendo como “pano de fundo” o contexto sociocultural recente, ouseja, a modernidade contemporânea. Para investigação do problema proposto,adotamos como objeto de pesquisa 190 jovens universitários, alunos da UFS -Universidade Federal de Sergipe, com idade entre 18 e 30 anos. No que dizrespeito a metodologia, desenvolvemos pesquisa bibliográfica sobre amodernidade atual - que aqui definimos como crise da modernidade - e sobrea questão das novas gerações, com atenção especial para a geração Y. Então,num segundo momento utilizamos como ferramenta analítica a pesquisa decampo. As interpretações apresentadas nessa obra, fruto dos dados coletadose da revisão de literatura citada, sugerem que as novas gerações emambientes universitários assumem uma religiosidade sensivelmente peculiar secomparadas com gerações anteriores.

4. Programa de Pós-graduação em Letras (PPGL)

Banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO

DISCENTE: DANILLO DA CONCEIÇÃO PEREIRA SILVA
DATA: 12/05/2017
HORA: 09:00
LOCAL: PPGL
TÍTULO: ATOS DE FALA TRANSFÓBICOS NO CIBERESPAÇO: UMA ANÁLISE PRAGMÁTICA DA VIOLÊNCIA LINGUÍSTICA
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Teoria e Análise Lingüística
RESUMO:

Na sociedade brasileira, complexificada pela desigual distribuição de bens econômicos, socioculturais e políticos, a problemática da violência de gênero ganha particular relevo, inclusive no que tange às dinâmicas de produção e de subalternização de determinadas identidades (HALL, 2007). Assim, como consequência dos ditames de um modelo social patriarcal e machista, formas de vida não conformes com a matriz de gênero binária e cisnormativa vigente são relegadas a uma condição abjeta, vitimadas pela transfobia, flagelo este que, segundo relatório da ONG Transgender Europe (2016), coloca o Brasil como o país líder em assassinatos de pessoas trans no mundo. Sem sombra de dúvidas, a linguagem, enquanto prática social situada, assume papel particular neste panorama. Diante disso, em diálogo com os Estudos de Gênero (FOUCAULT, 1988; BUTLER, 1997, 2000; LOURO, 2000; BENTO, 2006; BORBA; OSTERNANN, 2007, 2008;), o objetivo desta pesquisa é investigar a violência linguística de motivação transfóbica performativizada, no ciberespaço, graças à força ilocucionária de atos de fala que se realizam sob determinadas formas rituais, mediante a atualização e o reestabelecimento de contextos específicos. Afim de encaminhar tal proposta, deslocamo-nos de uma posição teórica que assume a relação entre língua (gem) e realidade social como de natureza especular ou mesmo representativa, para assumir, assim, perspectivas pragmáticas de linguagem, advindas tanto da Filosofia da Linguagem (AUSTIN, 1990 [1962]; WITTGENSTEIN, 1975; DERRIDA, 1991a, 1991b; BUTLER, 1997), quanto da nova Pragmática Linguística (RAJAGOPALAN, 2010; ALENCAR, 2010; SILVA, 2012). Nessa visada, as práticas discursivas, em sentido amplo, são tomadas como atos de fala sóciohistoricamente constituídos, performances que (re) produzem aquilo a que chamamos de realidade. Nesse sentido, sob determinados contextos (HANKS, 2008), a linguagem pode constituir-se como uma modalidade específica de ato violento, o qual designamos como violência linguística (SILVA & ALENCAR, 2014). Os corpora utilizados nesse estudo são atos de fala transfóbicos realizados no ciberespaço, mais especificamente, presentes em comentários online postados no site de notícias G1, entre os meses de junho de 2015 e junho de 2016, em três matérias jornalísticas relacionadas à performance da atriz e modelo transexual Viviany Belleboni durante 19º edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Baseando-nos numa metodologia qualitativa, interpretativa e exploratória, acionamos a noção de pistas de contextualização (GUMPERZ, 1998 [1982]), a fim de analisar os corpora com vistas a responder às seguintes perguntas de pesquisa: i) Sob que formas rituais e convencionais se realiza a violência linguística motivada pela transfobia? ii) Que contextos são (re) instaurados para conferir força ilocucionária a esse tipo específico de ato de fala violento? iii) Que posições contextuais agressores e vítimas são interpelados a ocuparem nesses contextos linguísticos violentos? Os resultados parciais de nossa investigação apontam, grosso modo, para o reestabelecimento de contextos violentos de caráter religioso, médicocientífico e de colonialidade, como lugares dos quais emerge a força ilocucionária dos atos de fala transfóbicos, capazes de subalternizar e ferir pessoas trans por meio da linguagem.


Atualizado em: Qui, 11 de maio de 2017, 21:42
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